Meu Cantinho no Japão

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1.7.11

O Fazendeiro, seu Filho e o Burro


Um fazendeiro e seu filho viajavam para o mercado, levando consigo um burro. Na estrada, encontraram umas moças salientes, que riram e zombaram deles:

- Já viram que bobos? Andando a pé, quando deviam montar no burro?

O fazendeiro, então, ordenou ao filho:

- Monte no burro, pois não devemos parecer ridículos.


O filho assim o fez.

Daí a pouco, passaram por uma aldeia. À porta de uma estalagem estavam uns velhos que comentaram:

- Ali vai um exemplo da geração moderna: o rapaz, muito bem refestelado no animal, enquanto o velho pai caminha, com suas pernas fatigadas.

- Talvez eles tenham razão, meu filho, disse o pai. Ficaria melhor se eu montasse e você fosse a pé.

Trocaram então as posições.

Alguns quilometros adiante, encontraram camponesas passeando, as quais disseram:


-A crueldade de alguns pais para com os filhos é tremenda! Aquele preguiçoso, muito bem instalado no burro, enquanto o pobre filho gasta as pernas.

- Suba na garupa, meu filho. Não quero parecer cruel, pediu o pai.

Assim, ambos montados no burro, entraram no mercado da cidade.

- Oh!! Gritaram outros fazendeiros que se encontravam lá. Pobre burro, maltratado, carregando uma dupla carga! Não se trata um animal desta maneira. Os dois precisavam ser presos. Deviam carregar o burro às costas, em vez de este carregá-los.

O fazendeiro e o filho saltaram do animal e carregaram-no. Quando atravessavam uma ponte, o burro, que não estava se sentindo confortável, começou a escoicear com tanta energia que os dois caíram na água."

Quem a todos quer ouvir, de ninguém é ouvido



Esopo

30.6.11

O Camundongo da Cidade e o do Campo



Um camundongo que morava na cidade foi, uma vez, visitar um primo que vivia no campo. Este era um pouco arrogante e espevitado, mas queria muito bem ao primo, de maneira que o recebeu com muita satisfação. Ofereceu-lhe o que tinha de melhor: feijão, toucinho, pão e queijo.

O camundongo da cidade torceu o nariz e disse:


- Não posso entender, primo, como você consegue viver com estes pobres alimentos. Naturalmente, aqui no campo, é difícil obter coisa melhor. Venha comigo e eu lhe mostrarei como se vive na cidade. Depois que passar lá uma semana, você ficará admirado de ter suportado a vida no campo.

Os dois pusseram-se, então, a caminho. Tarde da noite, chegaram à casa do camundongo da cidade.

- Certamente você gostará de tomar um refresco, após esta caminhada, disse ele polidamente ao primo.

Conduziu-o à sala de jantar, onde encontraram os restos de uma grande festa. Puseram-se a comer geléias e bolos deliciosos. De repente, ouviram rosnados e latidos.

- O que é isto? Perguntou, assustado, o camundongo do campo.

- São, simplesmente, os cães da casa, respondeu o da cidade.

- Simplesmente? Não gosto desta música, durante o meu jantar.

Neste momento, a porta se abriu e apareceram dois enormes cães. Os camundongos tiveram que fugir a toda pressa.


- Adeus, primo, disse o camundongo do campo. Vou voltar para minha casa no campo.

- Já vai tão cedo? perguntou o da cidade.

- Sim, já vou e não pretendo voltar, concluiu o primeiro.

Mais vale o pouco certo, que o muito duvidoso

autor: Esopo.

Gisis

7.11.10

A REUNIÃO GERAL DOS RATOS



Uma vez os ratos, que viviam com medo de um gato, resolveram fazer uma reunião para encontrar um jeito de acabar com aquele eterno transtorno. Muitos planos foram discutidos e abandonados.

No fim um rato jovem levantou-se e deu a idéia de pendurar uma sineta no pescoço do gato; assim, sempre que o gato chegasse perto eles ouviriam a sineta e poderiam fugir correndo.

Todo mundo bateu palmas: o problema estava resolvido. Vendo aquilo, um rato velho que tinha ficado o tempo todo calado levantou-se de seu canto. O rato falou que o plano era muito inteligente, que com toda certeza as preocupações deles tinham chegado ao fim.

Só faltava uma coisa: quem ia pendurar a sineta no pescoço do gato?


Esopo

Moral: Inventar é uma coisa, fazer é outra.


Gisis

3.10.10

O LOBO E A GARÇA



Um Lobo, tendo se engasgado com um pedaço de osso, contratou uma Garça por uma grande soma em dinheiro, para ela colocar a cabeça dentro da sua garganta e de lá retirar o osso.

Quando a Garça retirou o osso e pediu o pagamento que tinham combinado, o Lobo, rangendo os dentes, exclamou:

- Ora, Ora! Você já foi recompensada. Ao ser permitido que sua cabeça saisse a salvo de dentro da boca e mandíbulas de um Lobo você foi paga.

Autor: Esopo


Moral da História:

 "Ao servir a alguém de má índole, não espere recompensas, ao contrário, agradeça se ele lhe virar as costas e for embora".


Gisis

10.8.10

A MULA


 A MULA


Uma mula, folgadona devido à ausência de trabalho e por causa da grande quantidade de milho que recebia, galopava de um lado para o outro de um modo extravagante e arrogante. Vaidosa e muito confiante, dizia para si mesmo:

- Meu pai com certeza era um valoroso e Belo Raça Pura. Eu sou sua própria imagem em velocidade, resistência, espírito e beleza.

Pouco tempo depois, sendo levado a uma longa jornada como burro de carga, e sentindo-se muito cansado, exclamou em tom desconsolado:

- Acho que cometi um erro. Meu pai, afinal de contas deve Ter sido apenas um simples Asno.

Autor: Esopo

Moral da História:
Ao desejarmos ser o que não somos, estamos plantando em nós a semente da frustração.


Gisis

5.7.10

A RAPOSA E AS UVAS


A raposa e as uvas


Uma raposa passou embaixo de uma parreira carregada de lindas uvas.

Ficou com muita vontade de comer aquelas uvas.

Deu muitos saltos, tentou subir na parreira, mas não conseguiu.

Depois de muito tentar foi-se embora, dizendo:

— Eu nem estou ligando para as uvas. Elas estão verdes,mesmo…

É fácil desdenhar daquilo que não se alcança


autor: ESOPO. 

Gisis